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Resenha sobre o filme a missão e a entrevista do para Pe. Ignácio Schmitz sobre o filme

            O filme britânico The Mission de 1986, conhecido no Brasil como ‘A Missão” foi dirigido por Roland Joffé um cineasta franco-britânico de origem judaica, sendo que este é considerado por muitos críticos como um dos seus melhores trabalhos, contudo este diretor se destacou também por premiados filmes históricos como ‘Os gritos do silêncio’ (1984), ‘Vatel – Um banquete para o rei’ (2000) e o ‘O Início do Fim’ (1989). A Missão conta no seu elenco com nomes que nos dias de hoje seriam de grande destaque no cinema internacional, como: Robert De Niro Jeremy Irons e Liam Neeson. Além de contar com a trilha sonora do brilhante Ennio Morricone.

Esta obra é baseada em fatos reais, sendo que ela retrata a expulsão dos jesuítas do reino português, devido à crise nas relações entre a Coroa portuguesa e a Companhia de Jesus. O palco desta trama é a região de Sete Povos das Missões, disputada  naquele período por espanhóis e portugueses, mas que com a assinatura do Tratado de Madrid (1750), foi finalmente reconhecida como possessão lusitana. Rodrigo Mendoza (De Niro) é um mercador de escravos espanhol que faz da violência seu modo de vida, ao matar o seu próprio irmão na disputa da mulher que ama, ele é acometido por um terrivel remorso o que o fez com que se junte aos jesuítas, nas florestas “brasileiras”. Lá, ele fará de tudo para defender os índios que antes escravizara, além de conhecer um mundo antes que ele não via daquela forma.

Na entrevista cedida ao IHU Online pelo pesquisador e professor no Instituto Anchietano de Pesquisas da Unisinos Pedro Ignácio Schmitz é retratado de forma clara que o filme ‘A Missão’ não é uma narração histórica no sentido literal, mas a dramatização de um evento, usando elementos da história, de seus protagonistas e do seu contexto e cenário. Portanto devemos manter a cautela quando tratamos de todos os fatos como realmente acontecidos.

É interessante em se analizar a cena inicial do filme quando um homem religioso introduz os telespectadores ao que irão sentir ao assistir esta obra, na cena é lida uma carta, que tem como remetente o papa, nela se contem uma frase que resumi bem o desenrolar do filme “os índios estão livres outra vez para serem escravizados por colonos espanhóis e portugueses”. Em toda a obra você torce e deseja um final politicamente correto, mesmo sabendo que no final, todos serão dizimados: tanto o valente protagonista Mendonza (De niro) quanto o pacato irmão Gabriel (Jeremy Irons), além das centenas de indios, onde estão mulheres, criança, homens e idosos. É intrigante se questionar que tudo acontece pela vontade dos homens, tanto a dos jesuítas, quanto os portugueses e espanhóis

No texto do IHU é retratado de como o diretor conseguiu construir um drama que  incorporou, sem enunciar, muitos elementos históricos verídicos, como: irmão jesuíta, que tinha sido miliciano na Europa, depois treinou os índios da redução; na confecção dos canhões de madeira que lembram os canhões de bambu com que os índios rechaçaram os bandeirantes na batalha fluvial de Mbororé, no rio Uruguai; Os dois jesuítas que se puseram do lado dos índios (Mendoza e o jesuíta anônimo) lembram aqueles dois padres jesuítas (P. Henis de São Miguel e P. Claret de São João), que acompanharam as tropas que enfrentaram os demarcadores luso-castelhanos em Caiboaté; o fato dos índios durante, mas principalmente depois da batalha, quando já desarmados, serem trucidados pelas tropas demarcadoras; O drama de consciência e constrangimento dos jesuítas que foi bem representado ao decidir morrer na luta; as negoçiações e emboscadas feitas pelos indígenas antes da chegada das tropas as reduções; A transferência para o lado espanhol sob a força militar; E por fim a cena dos meninos e meninas que embarcaram na canoa e se perderam no mato não é real, mas altamente simbólica: condensa a história dos índios missioneiros posteriormente ao tratado de Madri: eles se dispersaram pelas fazendas e cidades.

Outro ponto que faz deste filme algo muito interessante de se assistir é o fato de que no decorrer da obra fica claro que não foram apenas os indios que aprenderam com os missionários, houve, de uma forma visivel, uma troca de conhecimentos, que desperta em ambos os lados, jesuita e indigena, uma paixão além das metas simplórias da missão (catequizar e converter os nativos), eles criam um vinculo no qual se tornam guerreiros dessa nova “sociedade” a eles apresentada.

Na análise de Darcy Ribeiro em “As Américas e a Civilização“, as missões religiosas na colônia se caracterizaram como uma “tentativa mais bem sucedida da Igreja Católica para cristianizar e assegurar um refúgio às populações indígenas, ameaçadas de absorção ou escravização pelos diversos núcleos de descendentes de povoadores europeus, para organizá-las em novas bases, capazes de garantir sua subsistência e seu progresso”.

Apesar do filme não tratar especificamente deste assunto político-religioso, no cenário europeu, a citações de como as coisas estão ao saber das incoveniências causadas pelas reduções, sobretudo a dificuldade de escravizar grupos indígenas para mão de obra no lado português.

Pedro Ignácio Schmitz  coloca que “O diretor do filme construiu um enredo que tem como fundo as peripécias das reduções [...] Não se trata de uma história das reduções, nem mesmo do evento da transferência dos índios para a margem direita do Uruguai, contado como os historiadores gostariam; nem se trata de uma análise ideológica da ação dos jesuítas, como sociólogos ou filósofos poderiam desejar; mas da dramatização de um evento importante para todas as trinta reduções dos Guaranis, mais um passo na definitiva decadência desta fantástica experiência.”

É indispenssável se ressaltar o fato de esta, como inúmeras outras tantas obras que retratam acontecimentos históricos, faz uma adaptação dramática do que aconteceu., sendo como foi dito anteriormente, uma obra “baseada em fatos reais“. Todos nós devemos ter a consciência de que uma obra histórica feita para ser exibida e render lucros nunca será fielmente dedicada a cada detalhe da história, pois isso se encaixaria melhor como documentário e não um filme dramático. Mas é de se ovacionar o fato do diretor e roteiristas tentarem manter uma fidelidade com o que se passou, bem como as personalidades e etc.

Schmitz coloca “trata-se de um filme para grande público, não uma história escrita com todos os cânones. Eu conheço os detalhes da história, mas gostei mais de como o diretor conta o drama da transmigração.”

Resenha do filme: O Solista (The Soloist, 2009)

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Venho aqui fazer-lhes uma nova indicação sobre algo interessante que encontrei tempo de analisar melhor e escrever em meio a todo o caos diário que posso chamar de “minha vida”. Vamos recapitular um pouco como foi o encontro deste filme, fui a vídeo locadora neste fim de semana para ver se encontrava algum filme “agradável” de se assistir e que não fosse uma “perca de tempo”. Indo e vindo nas prateleiras encontrei o filme O Solista (The Soloist) no qual me chamou a atenção pela sinopse, capa e demais “dados técnicos” que verifico antes de locar um filme.

O filme O Solista (The Soloist) é de gênero drama dirigido por Joe Wright o filme é uma adaptação da história real de Steve Lopez e Nathaniel Ayers. Um colunista no jornal Los Angeles Times e de um sem teto que é um ex-músico que sofre de esquizofrenia, apaixonado por Beethoven e “prodígio” em violino e violoncelo. A trama nos mostra o sentido do resgate de dignidade e saber enfrentar e vencer os nossos próprios limites, em conjunto da amizade, da força de vontade de duas pessoas solitárias que tem parâmetros sociais e psicológicos diferentes, no qual mostram ao espectador um sentido maior da força de uma amizade que veio do acaso e que pode se tornar pura e verdadeira, só dependendo de cada um.

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O Solista (The Soloist) é estrelado por Jamie Foxx (Nathaniel Ayers),  Robert Downey Jr. (Steve Lopez) e também por  Catherine Keener (Mary Weston). Joe Wright mais uma vez conseguiu surpreender num longa metragem (Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação), tirando-nos da mesmice do cinema atual, apesar do filme em alguns pontos se tornar monótono grande parte dele nos mostra belos diálogos e imagens, porem o que mais me chamou a atenção foi um belo roteiro e belas interpretações, com um final magnífico (que não irei contar, pois não sou um Spoiler Man), apesar de ser um final feliz (como na maioria dos filmes do gênero).

Percebemos no filme (pelo menos quem já o assistiu) que Wright explorou em parte ao tema original do filme a redenção de uma alma através da salvação de outra e que as duas em conjunta harmonia poderiam se completar e melhorar. Outro ponto que me chamou atenção foi o fato de usarem a esquizofrenia como um dos temas centrais no filme, que foi bem apontado não ficando para trás de filmes como Uma Mente Brilhante ouShine – Brilhante. A música (principalmente de Bach e Beethoven) são como se fosse o único refúgio de Nathaniel que foi corrompido pela doença e que encontra forças com o apoio de Steve em melhorar novamente sua vida, o que faz ressaltar que o filme possui uma grande trilha sonora.

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Por muitas vezes o filme leva o espectador a momentos de lirismo e reflexão, ao mesmo tempo em que há uma crítica racional totalmente perceptível ao decorrer do longa metragem, eu discordo do que muitos que criticaram o diretor Joe Wright por ele ter jogado durante o longa, uma série de críticas sociais e políticas, sem fazer muita distinção entre suas relações e sem dar tempo para que o espectador respire e possa refletir sobre elas. Pelo contrário ao meu ver ele introduziu estas críticas sociais e políticas nos momentos corretos do filme, explicando os fatos envolvendo os personagens em determinadas cituações que são mais facilmente entendidas através da forma que Wrigth escolheu introduzir no filme.

Apesar de alguns pontos do filme fugirem um pouco para os lados clichês que as produções do gênero enfrentam, ele consegue superar estes pontos negativos com sua surpreendente história e ponto moral em defesa de assuntos como a esquizofrenia, os moradores sem teto, as disputas sociais, a vida sem um objetivo real, com um grande disparo contra nossa sabedoria e conhecimento sobre como devemos saber enfrentar e vencer os nossos próprios limites, em conjunto de amizade verdadeira que pode nos trazer a “redenção”.

“The Soloist usa com grande honra uma série de sequências cinematograficas belíssimas, de pura poesia, como o vôo dos pássaros pela cidade enquanto Ayers experimenta novamente o prazer de tocar um violoncelo; ou quando ele, ainda criança, toca um instrumento imaginário de forma visceral depois que vê um carro em chamas descendo pela rua em que ele morava – ainda que não seja um tema evidente no filme, mas a segregação entre brancos e negros está presente na história.” (segundo cita Alessandra no Blog Moviesense).

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O Solista (The Soloist) é um bom filme, para quem tem paciência e uma mente mais aberta a assuntos mais bem elaborados no roteiro do filme, além do que é uma poderosa narrativa sobre a incessante luta entre a genialidade e a esquizofrenia (que muitos chamam de “Loucura”). Aconselho que assistam o filme e se puderem, o assistam prestando muita atenção nos diálogos, nas imagens e nos sons do filme que merecem uma nota muito boa pela sua elaboração e também que a todos que leram muitas criticas pessoais, principalmente visando a mudança de estilo de filme do diretor Joe Wright, que assistam o filme pois vocês ao assistirem o filme e criarem sua própria linha de pensamento em relação sobre algo estarão visando totalmente a sua própria interpretação de um filme, o que dará um ponto crítico em relação há obra.

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Curiosidades do filme:

* A história de Nathaniel e de Steve na realidade aconteceu em meados de 2005;

* Do contato e da consequente amizade entre eles, surgiram várias colunas escritas por Lopez no Los Angeles Times, o livro comentado anteriormente, este filme e, ainda, um episódio do conhecido programa 60 Minutes da CBS que foi exibido no dia 22 de março de 2009;

* Em 2008, depois de toda a evidência que a história de Nathaniel teve nos Estados Unidos, sua irmã, Jennifer, lançou a The Nathaniel Anthony Ayers Foundation (organização destinada a debater nacionalmente a questão das doenças mentais e a capacidade da arte em auxiliar no tratamento das pessoas que passam por alguma destas doenças);

* a maioria dos moradores de rua apresentados no filme, de fato são moradores de rua;

* Jamie Foxx interpretou pela segunda vez um deficiente em filmes, o primeiro papel dele foi o de Ray Charles (Ray, 2004), ganhando o Oscar de melhor Ator;

* The Soloist teria custado US$ 60 milhões de dólares;

* A roteirista Susannah Grant se baseou no livro The Soloist: A Lost Dream, an Unlikely Friendship, and the Redemptive Power of Music (O Solista: Um Sonho Perdido, uma Amizade Improvável, e o Poder Redentor da Música) lançado por Steve Lopez em abril de 2008;

*The Soloist não conseguiu um resultado muito bom na opinião do público e da crítica especializada;

* Os usuários do site IMDb, por exemplo, deram a nota 7 para o filme. Os críticos que tem textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram que o filme The Soloist possuia 79 textos positivos e 66 negativos, o que lhe garante uma aprovação de 54%;

* O site oficial do filme apresenta as notas de produção como os de uma peça de música clássica. Começamos com o “prologue”, seguimos por “adagio” até chegar a “allegro molto” e o “finale”. Pelo site, é possível saber de cada detalhe do filme, da vida de Nathaniel e Steve e sobre a realidade dos moradores de rua de Los Angeles e dos Estados Unidos.

Fontes:

http://www.adorocinema.com/filmes/o-solista/

http://moviesense.wordpress.com/2009/08/21/the-soloist-o-solista/

http://www.cineplayers.com/filme.php?id=4484

Cerimônias de Posse na Conquista Européia do Novo Mundo (1492-1640) por Patricia Seed (Resenha)

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Cerimônias de Posse na Conquista Européia do Novo Mundo (1492-1640) é um livro escrito por Patricia Seed é especializada em história dacartografía e navegação, e é uma das maiores autoridades sobre o tema da latitude no que se refere ao histórico de uso de mapas na exploração marítima. Suas especialidades incluem história o início da era moderna e eras coloniais europeias, especialmente em relação às culturas Espanhola e Portuguesa.
Esta obra foi publicada originalmente na Universidade de Cambridge no ano de 1995, sobre o titulo de Cerimonies Of Possessions In Europe’s Conquest Of The New World, 1492-1640. A edição na qual eu fiz a leitura foi por Lenita R. Estevez e publicada no Brasil pela Editora UNESP no ano de 1999. O livro nos apresenta de forma minuciosa o modo como os europeus demonstraram sua autoridade política sobre os povos, terras e bens existentes na “América” ou na língua dos europeus o novo mundo, dentro dos anos de 1492 e 1640.
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Embasado num rico material bibliográfico, a autora demonstra neste livro as convicções que os membros europeus possuíam para persuadir tanto os nativos como os outros colonizadores. O livro como a própria autora descreve na pagina 11 e 12, sendo como uma obra que “Não constitui, portanto, uma história de primeiros contatos; nem é um relato das muitas expedições comerciais e pesqueiras que ligaram Novo Mundo e o Antigo” e sim nos apresentará “As tentativas iniciais de possuir o Novo Mundo, e de reivindicá-lo para a Inglaterra, a Espanha, Portugal, a frança e a República Holandesa”.
No decorrer dos capítulos vemos os meios que os ingleses usaram para implementar a sua posse colonial, ainda nos é apresentado às abordagens anti-cerimoniais inglesas com as praticas usuais francesas, as origens e implicações da prática do discurso formal que justificava a ação militar contra aqueles que não se submetessem, também encontramos as reivindicações portuguesas de posse e suas alegações e ainda encontramos abordagens das reivindicações portuguesas de governar um império marítimo.
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Sendo assim, o livro Cerimônias de Posse na Conquista Européia do Novo Mundo (1492-1640), é umas das obras de porte inovador no campo da Conquista e Colonização do Novo Mundo que surgiu ultimamente, sendo um dos livros com uma grande bagagem de referencia bibliográfica, que pode ser de grande uso em pesquisas redirecionadas aos assuntos de Conquista e Colonização ocorridos nos períodos entre 1492 e 1640.

O Cortiço de Aluísio de Azevedo (Resenha)

O livro O Cortiço é uma novela escrita pelo brasileiro Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo (conhecido por Aluísio de Azevedo), nasceu em 14 de abril de 1857 em São Luís (Estado do Maranhão). Aluísio de Azevedo foi um novelista, cronista, contista, diplomata, escritor e jornalista. Escreveu inúmeras obras de sucesso, dentre elas as novelas Casa de Pensão (1884), O Cortiço (1890) e O Mulato (1881). Ocupou a cadeira quatro na Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono Basílio da Gama. Aluísio Azevedo faleceu em 21 de janeiro de 1913 na cidade de Buenos Aires. O livro, O Cortiço originalmente foi publicado em 1890, porem a versão na qual estou resenhando foi publicada pela editora Circulo Dos Livros (S /D).
 
Esta obra é uma das mais curiosas da história do Naturalismo. O livro nos apresenta inúmeros personagens, nos quais são moradores ou não de um cortiço no estado do Rio de Janeiro, onde moram em sua maioria (no cortiço) os excluídos e os humilhados, ou seja, todos aqueles que não se misturavam com a burguesia da época. A narração nos mostra os problemas com os vícios e manias destes moradores que de alguma forma se assemelham aos brasileiros nos dias atuais.
Narrado em terceira pessoa onisciente, o livro nos trás inúmeras histórias, Aluísio Azevedo nos mostra não uma simples história, mas uma análise cientifica dos personagens, que enfocam principalmente os seus defeitos, contando com elementos como o zoomorfismo, o determinismo e também o darwinismo.
A obra nos apresenta estes inúmeros personagens, dentre eles o de João Romão (dono do cortiço) e de sua amante Bertoleza (uma escrava que acreditava ser livre). Em oposição na história surge a figura de Miranda, um  comerciante  que tem uma disputa acirrada com João por terras e status sociais. Em meio a estes contextos surge também personagens como o de Rita Baiana, o capoeirista Firmo, Jerônimo, Piedade e a polêmica Pombinha (que enquanto aguardava sua menarca, foi abusada sexualmente por sua madrinha Leonia, sofrendo então inúmeras mudanças), alem de outros personagens e suas histórias que enriquecem a novela de Azevedo, tornando-a assim um belíssimo conto, com várias linhas de pensamento.
Com isso tento mostrar que este livro não é uma simples obra, mas um belíssimo clássico literário brasileiro, que também alem de ser uma leitura acadêmica obrigatória é também um clássico memorável.  Mesmo sendo considerada por muitos um livro chato e maçante, eu o considero um clássico literário muito importante e interessante de se ler, deixando assim de ser uma leitura obrigatória, e se tornando uma leitura que nos forma pessoalmente.

Devemos assistir o filme-documentário Terráqueos (Earthlings)

O premiado documentário intitulado no Brasil de Terráqueos (Earthlings) chegou as telas youtubianas logo que começou a ganhar destaque no universo internacional, apesar de desconhecido o mesmo ja atingiu diversos sites (principalmente em prol a vida de animais) e o que causou um certo impacto na grande maioria de seus espectadores. Sejam esses impactos, repulsivos, depressivos e ideologico, mas acima de tudo filosófico para quem “consegue” chegar até o seu final. Impactante, informativo e provocando reflexões, TERRÁQUEOS é de longe o mais completo documentário jamais produzido sobre a conexão entre natureza, animais, e interesses econômicos

O documentário conta com a narração de Joaquin Phoenix (Johnny & June, Hotel Ruanda, Sinais e Gladiador), ninguém menos que um dos ativistas e atores veganos mais conhecidos da atualidade e música chocante e perfeita de Moby. O Filme-documentário  abrange a absoluta dependência da humanidade em relação aos animais (para estimação, alimentação, vestuário, diversão e desenvolvimento científico), mas também ilustra nosso completo desrespeito para com os assim chamados “provedores não-humanos”

Com um profundo estudo dentro das pet-shops, criatórios de filhotes e abrigos de animais, bem como em fazendas industriais, no comércio de couro e peles, indústria de esporte e entreterimento, e finalmente na carreira médica e científica, TERRÁQUEOS usa câmeras escondidas e filmagens inéditas para narrar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo, as quais dependem de animais para lucrar.

Acredito que por mais impactante que seja este filme-documentário “deveria ser exibido em escolas, para que possamos aprender a respeitar os animais e a natureza o mais jovem possível”. TERRÁQUEOS é o tipo de filme que não se pode guardar, é preciso divulgá-lo para que mais pessoas conheçam a verdade sobre o tratamento cruel que financiamos aos animais. Por isso o site oficial do mesmo disponibilizou ele para download, basta você clicar aqui

Resenha de O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum, 2007)

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Bazzinga nerds, esta é mais uma resenha critica de filme, e o escolhido de agora é O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum) é uma produção estadunidense e alemã do ano de 2007, sendo um dos destaques do gênero aventura no mesmo ano foi dirigido por Paul Greengrass, sendo baseado no romance de Robert Ludlum intitulado com o mesmo nome. O longa foi produzido por Patrick Crowley, Frank Marshall, Paul L. Sandberg e Doug Liman que dirigiram o primeiro filme da série, a Identidade Bourne (The Bourne Indentity)
Apesar de todos os três filmes serem muito bem recebidos pelos críticos, apenas o Ultimato Bourne foi indicado ao Oscar, vencendo nas categorias de melhor edição, melhor edição de som e melhor mixagem de som

 

Jason Bourne é uma arma humana criada e perseguida pela CIA. Após sua última aparição, ele decidiu sumir definitivamente e esquecer sua antiga vida de matador. Entretanto, uma matéria em um jornal de Londres especulando sua existência, faz com que ele se torne um alvo outra vez. O projeto Treadstone, que deu origem à Bourne, já não existe mais, porém serviu de base para um novo projeto: o Blackbriar, desenvolvido pelo Departamento de Defesa. O Blackbriar desenvolve uma nova geração de matadores treinados, o governo acredita que Bourne é uma ameaça e deve ser eliminado imediatamente. Ao mesmo tempo, Bourne vê neles a oportunidade de descobrir quem realmente é e o que fizeram com ele enquanto o Treadstone esteja ativo. Agora, Bourne conta com a ajuda de Nicky Parsons e Pamela Landy para isso.
Contando com um elenco de primeiro escalão se tratando de Hollywood, o longa nos mostra como ainda é possível fechar uma trilogia de filmes de conspiração com qualidade e acima de tudo sem perder sua real essência. Sendo muito superior, aos demais filmes da série Greengrass mostra como fazer um filme com ação do inicio ao fim sem percebermos o tempo passar.
Com cenas muito bem construídas e uma montagem de sons e imagens impecáveis, você facilmente mergulha no universo Bourne, durante todo o filme você transpira, luta, corre, descobre e principalmente sente a tensão e adrenalina presente no personagem graças a atuação brilhante de Matt Damon. Damon consegue brilhantemente se transformar no personagem e atuar com grande tranqüilidade durante todo o filme, me dando a percepção de que o papel de Jason foi criado especificamente para ele.
Para aqueles que gostam de se aprofundar um pouco mais nos personagens vale lembrar quem em o Ultimato Bourne temos um clássico Anti-Herói como personagem principal, tentando fugir de um sistema poderoso e teoricamente invencível. Ao contrário de outros filmes Bourne não usa armamentos de última geração ou tecnicamente impossíveis de existir, mas utiliza algo muito bem explorado pela saga que é a inteligência, a força e suas habilidades para encontrar aquilo que ele busca. 
Vale também parabenizar os roteiristas do filme (Tony Gilroy, Scott Z. Burns, George Nolfi e o próprio Robert Ludlum) que conseguiram fazer um roteiro que desenrolou toda a trama sem deixar pontas soltas e unindo principalmente à ação com a inteligência, algo raro nos filmes atuais.
O Ultimato Bourne é um grande exemplo de que é preciso estar atento a cada detalhe, seja atores, personagens ou a própria trama. Tudo circula de um modo inteligente, mesmo em momentos de ação, ela conta com uma conseqüência de algum ato anterior, com eficientes passagens entre o passado e o presente, principalmente.
Bem, vamos falar um pouco dos defeitos presentes em o Ultimato Bourne, dentre os pequenos defeitos estão com rivais que nem sempre estão com os mesmos ferimentos e algumas sequências que por serem tão rápidas acabam confundindo e não convencendo o real sentido da perseguição. Mas, por serem tão poucos detalhes ruins são facilmente superados pela contagiante e frenética trama.
Sem se prolongar muito vamos a parte final desta resenha. Como vocês devem ter percebido eu já indico vários pontos positivos na série de filmes Bourne considerando uma das novas e revolucionárias séries dos últimos anos, e um final para se ver e rever sem hesitar, o Ultimato Bourne não é um filme é bom, é ótimo, sendo o melhor dos três e segundo minha perspectiva é uma das melhores produções de ação em 2007.

Resenha critica do artigo Ensino Religioso No Desenvolvimento Integral Da Pessoa

O artigo Ensino Religioso no Desenvolvimento Integral da Pessoa foi escrito pela Professora/Doutora Maria Judith Sucupira da Costa Lins, que leciona na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua carreira como professora universitária foi iniciada em 1971, na Universidade Santa Úrsula, mestre em Educação pela Pontifícia Universidade do Rio de Janeiro e Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da UFRJ, Maria faz suas pesquisas voltadas para a Ética, Filosofia da Educação, Educação Moral e religiosa, muitos de seus artigos foram publicadas em revistas especializadas nacionais e internacionais.
O artigo no qual estou resenhando foi publicado na segunda edição do ano de 2006 da Revista Contemporânea e ele focaliza sobre o ensino religioso nas escolas como um fator de desenvolvimento pessoal. Um dos principais objetivos do mesmo é mostrar para seus leitores como é importante para os alunos de ensino fundamental e médio receber o ensino religioso nas escolas.
Tratando de um assunto polêmico como o ensino religioso nas escolas públicas a autora deixa em aberto o quão fundamental este tipo de ensino é para o desenvolvimento, formação e compreensão do mundo e da vida pelo aluno. Ela baseia sua pesquisa em uma revisão bibliográfica de alguns autores como Erick Erikson, Elizabeth Hurlock e Luigi Giussani. 
Apesar de se focar como uma defensora do Ensino Religioso nas escolas, ela se mantêm imparcial em relação ao ensino dogmático de uma religião no mesmo, ou seja, o artigo não apresenta nenhum estudo teológico em questão.
Toda via, a autora nos apresenta relação entre educação e ensino religioso, sempre nos apresentando o mesmo com uma organização sistemática visando à aprendizagem de uma religião que já está anteriormente presente, mesmo que de forma primária, na criança e no jovem.
A mesma ainda nos mostra uma discussão de que se existe a presença de uma aspiração religiosa que faça parte integrante do desenvolvimento do aluno e principalmente o interesse do mesmo na preocupação que o ser humano tem com as perguntas sobre sua vida, suas indagações, na medida em que estas ultrapassam o plano filosófico ganhando uma outra dimensão, neste caso a dimensão religiosa.
Portanto o presente artigo resenhado nos demonstra que o ensino religioso deve ter uma proposta ecumênica. Mostrando a necessidade crucial do ensino religioso, não como uma história da religião ou como uma doutrinação, mas como uma possibilidade que se abre ao aluno para sua reflexão pessoal, além de mostrar aos leitores e educadores que o ensino religioso tem um lugar importante no desenvolvimento integral da pessoa, principalmente quando se sabe que se faz necessário o pleno desabrochar vocacional de cada indivíduo. Sendo ainda como uma abertura para se trabalhar a questão da intolerância e preconceitos voltados as várias diferenças dentro de uma sociedade.
BIBLIOGRAFIA:
Lins, Maria Judith S. C. Ensino Religioso no Desenvolvimento Integral da Pessoa, Revista Contemporânea, V.1, n.2: Rio de Janeiro, jul/dez 2006
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